Ultimamente otimista com as ações brasileiras, a equipe de estratégia do JPMorgan – liderada por Emy Shayo – destaca que tentar encontrar um lado positivo no Brasil não tem sido tão fácil nos últimos tempos.

“Olhando friamente, a história não é convincente”, avaliam os estrategistas, ao ressaltarem que as taxas de juros locais estão subindo.

Eles avaliam que se sabe como o aperto monetário começa, mas não como termina.

Após a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) na última terça-feira (24), os economistas do banco aumentaram suas expectativas de aumento da Selic para um total de 150 pontos-base (pb), acima dos 100 pb anteriores, estendendo o ciclo para a primeira metade de 2025.

Enquanto isso, continua esperando 200 pb em cortes no 2S25, para uma taxa terminal de 10%.

“No geral, fechamos o ciclo para terminar 50 pb abaixo de onde o ciclo de aperto começou”, projetam.

Por outro lado, de uma perspectiva global, há notícias positivas, o que leva ao cenário de “forças divergentes”, que dá o título do relatório do JPMorgan sobre as ações brasileiras.