O Bitcoin (BTC) ainda está distante de seu recorde de preço de quase US$ 74 mil, registrado em março. No mercado brasileiro, no entanto, a criptomoeda renovou sua máxima histórica e bateu R$ 380,5 mil na manhã desta sexta-feira (26).

A alta da criptomoeda em reais é impulsionada pela diferença de câmbio e pela valorização do BTC em dólar. A moeda americana é cotada a R$ 5,63 hoje, o mesmo patamar visto em novembro de 2021, mês em que o BTC conseguiu ultrapassar a faixa dos R$ 380 mil pela primeira vez.

Em dólar, o Bitcoin é negociado a US$ 67.342 nesta sexta, com avanço de 5,20% nas últimas 24 horas. A criptomoeda acompanha os índices de Wall Street e reage bem à divulgação do Núcleo da inflação do consumo (PCE) nos Estados Unidos, que acelerou para 0,2% em junho.

Joga a favor do BTC também a movimentação de ontem nos ETFs (fundos de índice) à vista dos EUA. Segundo a plataforma SoSoValue, os produtos registraram US$ 31,16 milhões de entradas líquidas, elevando o saldo positivo para US$ 17,5 bilhões.

Durante a queda de preço da quinta, que levou o BTC para a faixa dos US$ 63 mil, os grandes investidores foram as compras, enquanto os pequenos venderam suas moedas, disse Fernando Pereira, analista da corretora de criptomoedas Bitget.